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FRATURA DE AGULHA DURANTE A ANESTESIA ODONTOLÓGICA

  • Foto do escritor: CLIN-IN
    CLIN-IN
  • 15 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de abr. de 2022

O tratamento desse acidente é, na maioria das vezes, conduzido erroneamente como tal e, com o advento das agulhas descartáveis tornou-se cada vez mais raro. No entanto, mesmo quando acontecia com maior frequência, sempre foi considerado por muitos dentistas como dramático e que exigia socorro imediato. É preciso saber que as antigas agulhas de uso múltiplo, embora feitas de ligas metálicas nobres para durarem mais tempo, corriam maior risco de fraturas pelas esterilizações sucessivas e pelo fato de serem entortadas e desentortadas inúmeras vezes. Já no caso das agulhas descartáveis atuais, as quebras são eventos raríssimos e ocorrem quando há um defeito de fabricação ou pelos movimentos bruscos em excesso do paciente quando da anestesia do que pela falta de cuidado preventivo do profissional.

Estudos demonstram que as tentativas de remoção do fragmento são mais danosas que a permanência do fragmento metálico. Atualmente considera-se que só se justificam as tentativas sistemáticas de remoção de corpos estranhos metálicos quando situados nos olhos.

O QUE FAZER QUANDO ESSE ACIDENTE ACONTECER?

A primeira atitude do Cirurgião-Dentista é manter a tranquilidade. O pânico pode sugerir ao paciente que aconteceu algo grave, o que passará a preocupá-lo imediata e intensamente. Se não for possível a remoção imediata com o auxílio de uma pinça ou um porta-agulhas pelo fragmento estar profundamente alojado nos tecidos, informe o paciente do ocorrido com tranquilidade e segurança. Demonstre a ele que não há risco de consequências que fazem parte do folclore, como o de que a agulha caminha pelos tecidos e pode atingir órgãos importantes, já que estudos histológicos mostram que após algum tempo o metal é "isolado" pela formação de uma verdadeira cápsula de tecido conjuntivo fibroso, permanecendo "in situ''. É sabido que estruturas metálicas muito maiores do que um fragmento de agulha são colocadas intencionalmente nos tecidos, como implantes dentários, placas e parafusos empregados no tratamento de fraturas ósseas. Muitos projéteis de armas de fogo são deixados no corpo pela proximidade às estruturas nobres.

CUIDADOS: O paciente deve ser encaminhado a um cirurgião buco-maxilar para orientação do caso, sem drama e sem tragédia, que por incrível que pareça, não deriva do metal sepultado, mas das atitudes do profissional e do paciente.

As fantasias criadas nas mentes de pacientes e profissionais, estimulados por advogados e tribunais de justiça, tecem uma trama complicada e induzem a operações desnecessárias e de alto risco para o paciente.

Finalmente, a vida dos pacientes seria mais segura e tranquila se as agulhas fraturadas e outros corpos estranhos fossem considerados pelos mesmos critérios.


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INFO: 12-99240-8929


FONTE:

Livro: EMERGÊNCIAS MÉDICAS NA PRÁTICA DENTAL, de Alonso Verri, Solange Vergani e Eliane Alonso Lima, 2009;

Malamed, Manual de anestesia local, 2001;

Ohkubo, Clin. Prev. Dent., 1992;

Carvalho e Okamoto, Reação tecidual a fragmentos de agulha para anestesia.






 
 
 

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